Uma atriz porno já disse que quer fazer um filme com um robô sexual

 [Editado]

O mercado dos robôs sexuais está a gerar algum interesse, e já existem atrizes na indústria pornográfica que manifestam o desejo de estrear a nova tecnologia.

Harriet Sugarcookie é uma das pessoas que manifestou interesse, mas diz que a atual geração de robôs tem de evoluir um pouco mais.

”Para os robôs serem interessantes no ecrã, acho que deveriam conseguir simular as emoções e os sentimentos humanos”. 

A empresa Realbotix, responsável por um dos robôs em produção, diz que muita gente vai comprar o seu robô para “companhia”.

Matt McMullen, diz: “As pessoas chamam-lhes robôs sexuais, mas é sobretudo sobre companheirismo. Neste mundo de computadores, as pessoas estão a perder interação humana”. 

 

Opinião Press X

É interessante a maneira a que as pessoas se propõem para acabar com a solidão das pessoas é exatamente mantê-las sozinhas, na ilusão de companheirismo.

Nada pode substituir a realidade da necessidade da interação humana. Os robôs vão apenas cobrir um problema, sem o resolver. Nunca terão a complexidade, intensidade e emoções humanas porque não o são. 

 

 

Tech e Pornografia: Novas fronteiras? [INTRO]

A pornografia desde sempre se apropriou dos avanços tecnológicos para crescer e trazer novas experiências para o público.

Estamos ainda no despontar da realidade virtual com os conteúdos pornográficos. As produtoras começaram desde o ano passado a investir mais em filmes de VR. O site Pornhub começou em Abril de 2016 com uma modesta amostra de vídeos, para ter cerca de 1800 disponíveis ao público em Dezembro desse ano.

Além dos robôs sexuais, que têm ganho popularidade e levantado diversas questões morais e éticas, desenha-se agora no horizonte a criação de vídeos pornográficos por bots.

No final do ano passado, surgiu no agregador social Reddit um utilizador que conseguiu, recorrendo a tecnologia elementar e acessível, trocar as caras de atrizes em filmes pornográficos por atrizes de Hollywood. O resultado foi suficientemente realista para conseguir levantar novas perguntas: o que poderá trazer um panorama de tecnologia e de indústria sexual onde cada pessoa pode ter a sua cara associada a filmes, sem autorização? 

Se a luta contra a pornografia de vingança se tem vindo a intensificar através das principais redes sociais (com Twitter, Facebook e outros a tomarem medidas para mitigarem o problema), então uma nova vaga de conteúdos deverá seguir  o mesmo caminho.

Em termos legais, o uso sem autorização das imagens pode ser discutido e pode ser a força que ajuda a repelir a criação destas novas formas de usurpação de imagens de teor sexual.

Em termos éticos, inevitavelmente se podem criar estruturas de defesa moralmente sensíveis ao problema, uma vez que existem aplicações preocupantes das tecnologias, que prejudicam e comprometem a dignidade humana.

Ao longo de alguns posts, serão abordadas estas novas tecnologias e a forma como elas interferem no pleno funcionamento sexual da sociedade. Falaremos de influências, tendências e números, para podermos perceber o impacto do problema.

Pornhub anuncia nova linha de brinquedos sexuais [Notícia e Opinião]

Um dos maiores sites de pornografia mundial, Pornhub, revelou uma nova linha de brinquedos sexuais que complementam a experiência de pornografia no site.

Os novos aparelhos simulam várias atividades sexuais, e têm a particularidade de sincronizarem com as cenas dos vídeos, tornando a experiência interativa. 

Após o lançamento no ano passado de vídeos VR (realidade virtual), o site pretende agora investir no mercado dos dispositivos eletrónicos inteligentes. 

Em declarações à Gizmodo, o Vice-Presidente Corey Price disse: “Nós sempre nos quisemos posicionar como o líder dos conteúdos de entretenimento para adultos, e ter a possibilidade de disponibilizar dispositivos como estes para a nossa comunidade para ajudar a melhorar a sua experiência Pornhub é muito satisfatório”.

A Pornhub abriu uma loja temporária em Nova Iorque entre Novembro e Dezembro do ano passado, onde vendia acessórios e brinquedos, e mostrava algumas tendências relacionadas com o seu site.

 

Opinião PRESS X:

A tendência dos grandes aglomerados de conteúdos pornográficos é de expandir a área de negócio, e isso implica a crescente sexualização da sociedade.

Não nos podemos esquecer que a pornografia e a sexualização da sociedade na atualidade, andam de mãos dadas com interesses económicos. Não existe interesse no benefício físico, emocional ou psicológico das pessoas.

Para o Pornhub, o lançamento destes brinquedos representa mais uma  oportunidade de fazer uns milhares de dólares.

Para os consumidores, representa mais um passo atrás na compreensão da sexualidade e da validade da pornografia em relação à expressão sexual natural do ser humano. 

Afinal, estes acessórios querem proporcionar uma experiência semelhante à interação sexual humana, sem as complicações das ligações emocionais. O objetivo é a satisfação das necessidades, gratificação instantânea e ganho pessoal. 

Neste aspeto, somos claros: há coisas que não se podem simular, por mais que o ser humano se proponha a fazê-lo. A plenitude da satisfação sexual é uma delas.  A pornografia cria insatisfação, e a indústria capitaliza essa vulnerabilidade.

 

 

Ator pornográfico acusa Presidente Francês de demonizar filmes para adultos [Notícia e Opinião]

Por RT.com (editado/adaptado)

O ator de filmes adultos Manuel Ferrara acusou o Presidente Francês Emmanuel Macron de “demonizar a indústria pornográfica”. A reprimenda veio na sequência das recentes palavras do Presidente sobre a pornografia, e o seu papel negativo, que contribui para transformar as mulheres em “objetos de humilhação”.

Num discurso no Élysée Palace no sábado, o Presidente avisou que “a pornografia abriu caminho pelas escolas”. Prometeu também uma campanha de sensibilização para os pais durante o próximo ano escolar.

O ator de 42 anos Manuel Ferrara, não gostou das palavras do Presidente e respondeu no Twitter:

“Eu faço parte desta indústria que está a tentar denegrir e demonizar, fazendo esse tipo de declarações. Estou disposto a sentar-me consigo para discutir um tópico sobre o qual você desconhece. Aguardo a sua chamada”.

À Franceinfo, Ferrara disse que achava a posição de Macron “chocante”. Segundo o mesmo, o presidente só diz aquilo que as pessoas querem ouvir.

“Há uma grande parte da pornografia que não humilha as mulheres”, disse o ator - enfatizando que os filmes pornográficos não pretendem ser educativos, mas de entretenimento.

Ele diz que o problema dos adolescentes verem filmes pornográficos nos seus smartphones e tablets não é culpa da indústria.

“O verdadeiro problema é que o acesso a todos estes sites pornográficos é gratuito e só é preciso colocar uma cruz a dizer que és maior de 18 anos para aceder. Aqui, o governo deve tomar medidas para que estes sites gratuitos não sejam tão facilmente acessíveis, como é o caso de outros países. Depois, há ainda a responsabilidade dos pais. Eu sou pai, e asseguro-me de que os meus filhos não têm acesso a nenhum tipo de pornografia. Eu bloqueio tudo nos computadores, telefones e tablets. Talvez estes objetos nem sequer devam ser permitidos nas escolas.”

 

Nota Press X:

Manuel Ferrara parece entrar numa postura de ataque com o Presidente Francês, sem ter em consideração vários aspectos da sua própria opinião:

- Ferrara reconhece que o acesso generalizado e indiscriminado da pornografia é um problema, sobretudo para os mais novos. Caso contrário, não teria feito as declarações que fez (admitiu colocar filtros e prevenir o acesso dos seus filhos a conteúdos de pornografia).

- “A pornografia não tem fins educativos, mas de entretenimento”. Esta frase é indicadora da dificuldade da indústria pornográfica em se ver e aos seus efeitos na sociedade. Na verdade, mesmo que assumidamente a pornografia não pretenda ser educativa, mas sim para entreter, estamos conscientes do seu papel na sexualidade de crianças e jovens, mesmo antes da pornografia online.

- Classificar a posição de Macron “chocante” não é apropriado, nem faz sentido. Oposição a uma ideia que visa proteger jovens, crianças e comunidades deve ser colocada em cima da mesa, quando essa intenção e objetivos são apresentados.

- A humilhação das mulheres não se restringe a categorias de filmes específicas - como Ferrara refere na Franceinfo. Ao contrário, a violência e abuso contra as mulheres supera as categorias de dominação, e existe nos contratos assinados com condições pouco explícitas, no tratamento durante as gravações, no abuso de poder e da imagem, entre outros.

A vitimização não tem fundamento, e Manuel Ferrara deveria procurar estar mais sensível à indústria que embora lhe dê sucesso financeiro e reconhecimento, retira a oportunidade de um desenvolvimento saudável da sexualidade a milhões de pessoas em todo o mundo.